sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rota para o Pacífico

Primeiro travou-se a batalha contra a febre-amarela
Em 1517 já o explorador espanhol Vasco Núnez de Balboa entrevira a possibilidade de abertura de um canal através da estreita cintura da América Central, ligando o Atlântico e o Pacífico.
Mas decorreram 400 anos antes de a via¬gem por mar entre Nova Iorque e S. Fran¬cisco se reduzir de 13 300 milhas para 5300. Em 1879 os Franceses tentaram sem êxito abrir um canal, e ao fim de 10 anos a falên¬cia, a falta de planejamento e a mortal fe¬bre-amarela eram responsáveis pela ruína da Companhia Francesa do Canal do Panamá. Só em 1898, durante a Guerra Hispano-Americana, os E. U. A. apreciaram devidamente o valor de um canal transcontinen¬tal quando tiveram de enviar o navio de guerra Oregon de S. Francisco até Cuba, através de um percurso de cerca de 13000 milhas.
Em 1903, mediante o pagamento de 10 milhões de dólares à nova república do Pa¬namá e, a partir de 1913, a quantia anual de 250 000 dólares, os E. U. A. obtiveram o controle permanente de uma zona de 16 km de largura, destinada à construção do canal, em troca do que garantiam a independência do Panamá.
O maior obstáculo à construção do cana! foi a doença, pelo que em 1904 o coronel Williarn C. Gorgas, que combatera com êxito a febre amarela em Havana, foi encar¬regado de melhorar as condições sanitárias.
O trabalho dos 2 primeiros anos consistiu no desbravamento de vastas áreas de vege¬tação, onde pululavam e se reproduziam os mosquitos portadores da doença.
Os Americanos escavaram cerca de 140 milhões de metros cúbicos de terra, além dos 20 milhões que os Franceses já haviam removido.
Durante o período de maior atividade das obras foram utilizados mais de 43 000 homens, c o trabalho principal ficou con¬cluído em 1914. No dia 15 de Agosto desse ano, o Ancon, um navio de passageiros c carga, realizou a travessia completa do ca¬nal, do Atlântico ao Pacífico. Mas derroca¬das de terras impediram temporariamente a
utilização do mesmo. O presidente Woodrow Wilson inaugurou-o em 1920.
O canal, com os seus acessos, tem 81 km de extensão. Apresenta 3 desníveis no ex¬tremo do Pacífico e 2 no do Atlântico, equipados com eclusas de 300 x 33 m.
Como o istmo do Panamá se prolonga na direção este - oeste e o canal o corta em dia¬gonal, um navio proveniente do Atlântico que se dirija para o Pacífico surge neste 27 milhas a leste da entrada das Caraíbas.
Atravessam anualmente o canal do Pa¬namá cerca de 11 000 navios oceânicos, cada um dos quais paga entre 4000 e 5000 dólares.
Um navio demora habitualmente 15 ho¬ras a atravessar o canal. Os especialistas calculam que, na era de 1990, o tráfego neste canal será de 25 550 navios por ano.
Fonte: O grande livro do maravilhoso e do fantástico – Reader´s Digest

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