segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os Primeiros Americanos

Os emigrantes vindos da Ásia há 32 000 anos

Num dia do ano de 1954, José Cortês cavava um fosso para escoa¬mento de águas na sua herdade, situada 32 km a nordeste da Cidade do México, quando bateu com a pá contra um objeto duro. Removendo a terra, pôs a des¬coberto um enorme dente recurvado, perto do qual havia outro, ambos ligados a um crânio volumoso.
Os arqueólogos mexicanos escavaram ra¬pidamente o local e descobriram os despojos de uma caçada que ocorrera 11 000 anos antes. Alguns caçadores hábeis e corajosos tinham conseguido encurralar um mamute à beira de um pântano, haviam-no morto com as suas armas de sílex e depois esquar¬tejado.
José Cortês realizara uma insólita desco¬berta - um esqueleto completo de mamute, além de algumas armas primitivas utilizadas pelos caçadores.
A algumas centenas de metros foram en¬contrados ossos de outros animais, além do esqueleto de um dos caçadores - a desco¬berta considerada mais importante -, agora conhecido como o homem de Tepexpac. Com 1,65 m de altura, morreu há cerca de I í 000 anos, aproximadamente com 60 anos de idade.

Procedentes da Ásia

Esta e outras descobertas ocorridas no Mé¬xico estimularam novas pesquisas sobre o povoamento da América. Pensa-se atualmente que os primeiros habitantes deste continente chegaram ao Alasca há 32 000 anos, procedentes da Ásia, depois de atra¬vessarem o estreito de Bering, que era então um istmo.
Esta teoria baseia-se na descoberta, realizada em 1966 perto do rio do Corvo Velho, : Yukon do Norte, de alguns ossos de animais trabalhados pelo homem. A princi¬pal prova é um instrumento simples, feito
!o osso da perna de um caribu, que o possibilitou a determinação da idade por meio do carbono revelou ter aproximadamente 27.000 anos.
A ferramenta, a que os arqueólogos cha¬mam descarnador, era utilizada para separar a carne da pele dos animais com que os ho¬mens se cobriam. Uma das extremidades do osso fora expressamente quebrada e desbastada com o objetivo de formar uma espécie de espátula e o bordo dentado poder servir de serra.
Outra prova é constituída por 2 fragmen¬tos grandes de osso de mamute, pelo menos tão antigos como o descarnador. Embora não possam ser definitivamente identifica¬dos como ferramentas, crê-se que foram partidos, pouco depois de se ter verificado a morte do animal, por pancadas que apenas poderiam ter sido desferidas pela mão do homem.

Os primeiros agricultores

Parece que os primeiros homens a habitar a América foram tão inventivos como os americanos do século XX, pois criaram um sistema de agricultura absolutamente origi¬nal. Embora os primeiros agricultores do Mundo tivessem surgido na Ásia Ocidental há cerca de 8000 anos, o impacte da sua descoberta revolucionária - as técnicas agríco¬las e de pastoril - dificilmente poderia ter chegado então à América, pois 2000 anos antes as águas frias do Ártico haviam inundado o estreito de Bering, separando o Velho Mundo do Novo.
Cerca do ano 5000 a. C. tinham sido domesticados no Velho Mundo cavalos, bois, carneiros, porcos e cabras. Nenhum destes animais existia no continente americano, mas na América Central havia perus, patos, cães comestíveis e um gênero de abelha desprovida de ferrão, espécies que acabaram por ser todas domesticadas. Os fazendeiros começaram então a utilizar o lama como animal de carga e a aproveitar a lã que obtinham da alpaca.
E enquanto os agricultores do Velho Mundo cultivavam trigo, cevada, aveia, len¬tilhas e ervilhas, os do México e do Peru cultivavam milho, abóbora, pêra, abacate e feijão
O STONEHENGE DOS E. U. A.

Mystery Hill (a Colina do Mistério) tem sido chamada a Stonchenge da América. É um amálgama de edifícios de pedra, poços e câmaras subterrâneas, ocupando cerca de 48 000 m2, em Salem, New Hampshire. No centro ergue-se uma laje pe¬sando quase 5 t chamada o Altar dos Sacrifícios,'pois crê-se que sobre ela eram imoladas vítimas. Rodeiam o conjunto colunas de pedra que parecem relacionar-se com as estações do ano. A antigüidade do carvão encontrado junto de velhos utensí¬lios, cientificamente comprovada, remonta ao ano 2000 a. C. Na Nova Inglaterra fo¬ram encontrados cerca de 150 locais semelhantes. Há uma teoria que os relaciona com a cultura da Idade do Bronze na Europa..

Fonte: O grande livro do maravilhoso e do fantástico – Reader´s Digest

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