sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Canadian Pacific

A linha férrea que criou uma nação
O caminho de ferro da Canadian Pa¬cific não foi apenas um grande feito de construção, ligando as frontei¬ras marítimas ocidental c oriental do Ca¬nadá - foi também um projeto que criou uma nação.
Em 1867 as províncias de Ontário, Que¬bec, New Brunswick e Nova Escócia for¬maram a Federação do Canadá para evita¬rem a ameaça de invasão pelo sul. Mas a Colômbia Britânica, na costa do Pacífico, permanecia vulnerável, enquanto Saskatchewan e Alberta continuavam a fazer parte dos territórios do Noroeste. Como um es¬tímulo que induzisse a Colômbia Britânica a entrar na Federação, o Parlamento Canadiano prometeu construir, no prazo de 10 anos, um caminho de ferro transcontinental que atravessasse o Canadá.
A Canadian Pacific foi construída por 6 milionários, que, a troco de 25 milhões de dólares, 101 172 500 000 m2 de terra no Oeste à sua escolha, isenção de taxas du¬rante 20 anos c outras garantias, promete¬ram construir a via férrea. William Cornelius van Horne, um superintendente dos Caminhos de Ferro de Chicago, foi nomeado encarregado da construção. Ao longo das pradarias, o trabalho avançou rapidamente; depois, 12 000 homens e 5000 cavalos – que trabalharam na imensidão gelada a norte do lago Superior, onde começaram a esca¬var, dinamitar e construir pontes.
Quando se esgotaram as reservas de di¬namite, Van Horne construiu 3 fábricas que permitissem o avanço dos trabalhos. Houve alturas em que se tornou necessário escavar 4800 m de granito para avançar 900 m; os pântanos engoliram 3 locomotivas e, num :roço que apresentou sérias dificuldades, houve determinado quilômetro que custou à razão de $ 4,40 por centímetro.
Em breve Van Horne despendera 27 milhões de dólares além do orçamento e os - credores começaram a reclamar o reembolso das dívidas contraídas. O Parlamento ignorou um pedido de novo empréstimo, no valor de 35 milhões de dólares. A Cana¬dian Pacific parecia à beira da ruína quando, involuntariamente, Louis Riel, um anar¬quista mestiço de índio, a salvou - insti¬gando uma revolta em Saskatchewan.
Van Horne garantiu que transportaria 4000 soldados até ao local da revolta no seu caminho de ferro ainda incompleto, no prazo de 11 dias, o que permitiu sufocar a rebelião.
A rapidez da operação revelou ao país o valor do projeto de Van Horne, e novos fundos foram angariados.
Enquanto as equipas de trabalhadores avançavam para este e oeste em direção uma à outra, um grupo de reconhecimento encontrou o elo final da cadeia - a passagem por terra do Noroeste, evitando 4 cordilhei¬ras de montanhas intransponíveis. Foram abertos túneis, escoradas encostas e, a 7 de Novembro de 1885, 4 anos e 6 meses após o início do trabalho, os operários colocaram as últimas chulipas.
Esperara-se que o término ocidental se si¬tuasse em Port Moody, onde de fato o primeiro Pacific Express dera por termi¬nado o seu percurso no dia 4 de Julho de 1886. Porém, Van Horne recebera do Go¬verno da Colúmbia Britânica uma oferta de 2400 ha de terra em Granville, cerca de 19 km mais afastado para oeste, pelo que pro¬longou a via férrea até Granviile e denomi¬nou o local Vancouver, em homenagem ao capitão George Vancouver, que explorara aquela área um século atrás. Desde 23 de Maio de 1887, Vancouver é o término da viagem de 4648 km a partir de Montreal.
Atualmente, a Canadian Pacific é um co¬losso industrial que compreende urna Hnba aérea (Air Canada), frotas de navios, hotéis e estâncias de turismo. Os seus investimen¬tos atingem praticamente todos os aspectos da vida da nação.

Fonte: O grande livro do maravilhoso e do fantástico – Reader´s Digest

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